{"id":2535,"date":"2025-02-10T16:46:51","date_gmt":"2025-02-10T19:46:51","guid":{"rendered":"https:\/\/mitosemagia.com.br\/integrativos\/?p=2535"},"modified":"2025-02-10T16:46:51","modified_gmt":"2025-02-10T19:46:51","slug":"dicas-sobre-relacionamentos-amorosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mitosemagia.com.br\/integrativos\/dicas-sobre-relacionamentos-amorosos\/","title":{"rendered":"Dicas sobre relacionamentos amorosos"},"content":{"rendered":"<p class=\"p3\"><b>Relacionamentos amorosos em r\u00e1pidas pinceladas<\/b><\/p>\n<p class=\"p3\">Compartilho a seguir em cinco r\u00e1pidas \u201cpinceladas\u201d algumas ideias sobre esse tema delicioso e ao mesmo tempo bem espinhoso, mas que s\u00e3o fundamentais para uma vida saud\u00e1vel.<\/p>\n<p class=\"p3\">N\u00e3o s\u00e3o propriamente p\u00edlulas, no m\u00e1ximo um r\u00e1pido aperitivo para mais reflex\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p3\">Primeiro de tudo, n\u00e3o tem receita de bolo para bons relacionamentos. A experi\u00eancia pessoal vale mais do que qualquer teoria.<\/p>\n<p class=\"p3\">Mas uma regra que parece sempre funcionar \u00e9 a de que precisamos estar dispostos a nos transformar com as experi\u00eancias. Boas ou ruins!<\/p>\n<p class=\"p3\">A quest\u00e3o central \u00e9: dificilmente conseguiremos nos relacionar bem com os outros sem primeiramente aprendermos a nos relacionar bem conosco mesmo.<\/p>\n<p class=\"p3\">Essa \u00e9 uma bela chave mestra!<\/p>\n<p class=\"p3\">Esperamos receber dos outros o que n\u00e3o damos a n\u00f3s mesmos: aceita\u00e7\u00e3o, compreens\u00e3o, respeito, aten\u00e7\u00e3o e, especialmente, amor.<\/p>\n<p class=\"p3\">Ningu\u00e9m vai nos respeitar se n\u00e3o nos respeitarmos, ningu\u00e9m vai nos valorizar se n\u00f3s pr\u00f3prios n\u00e3o nos valorizarmos, ningu\u00e9m vai nos amar se n\u00e3o nos amarmos.<\/p>\n<p class=\"p3\">Simples assim!<\/p>\n<p class=\"p3\">Reflita! Voc\u00ea gostaria de ficar na companhia de uma pessoa que traz dentro de si sentimentos de autopiedade, de falta de respeito e de amor por si mesmo? Provavelmente n\u00e3o!<\/p>\n<p class=\"p3\">Isso n\u00e3o quer dizer por\u00e9m que devemos fazer um longo aprendizado pessoal para s\u00f3 depois ficarmos \u201cprontos\u201d para relacionamentos. Se assim fosse, quase a totalidade das pessoas estaria ainda sozinha. Os relacionamentos, como a nossa pr\u00f3pria vida, s\u00e3o parte de um processo de evolu\u00e7\u00e3o, e acontecem no fluxo cont\u00ednuo da exist\u00eancia. S\u00e3o constru\u00eddos.<\/p>\n<p class=\"p3\">Deepak Chopra diz que \u201ctodo relacionamento tem um significado oculto, e este est\u00e1 a servi\u00e7o de nossa evolu\u00e7\u00e3o\u201d. E esse significado \u00e9, no fundo, espiritual.<\/p>\n<p class=\"p3\">Faz sentido para voc\u00ea?<\/p>\n<p class=\"p3\">Na \u00e1rea amorosa muitas pessoas est\u00e3o se sentindo frustradas, magoadas e com sensa\u00e7\u00e3o de perda de tempo e energia, da\u00ed resultando tristeza, solid\u00e3o e descren\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"p3\">Pensam: \u201cn\u00e3o quero mais amar ningu\u00e9m nem me entregar a um relacionamento. Chega!\u201d.<\/p>\n<p class=\"p3\">Isso acontece por uma gama de motivos, que passam pela superficialidade das rela\u00e7\u00f5es e o individualismo exacerbado. O padr\u00e3o tradicional de amor e sexo baseado na idealiza\u00e7\u00e3o do outro n\u00e3o d\u00e1 mais respostas satisfat\u00f3rias. Pior, n\u00e3o existe consenso sobre os novos caminhos.<\/p>\n<p class=\"p3\">Um bom come\u00e7o para essa reflex\u00e3o \u00e9 buscar uma sintonia fina entre os verbos \u201cdesejar\u201d e \u201cprecisar\u201d. Desejar um relacionamento est\u00e1 mais pr\u00f3ximo de querer algo para si, almejar. E precisar de um relacionamento soa mais como necessitar, carecer.<\/p>\n<p class=\"p3\">As rela\u00e7\u00f5es que se estabelecem porque as pessoas desejam ter uma boa rela\u00e7\u00e3o mas n\u00e3o est\u00e3o carentes dela parecem funcionar bem melhor do que aquelas que a rela\u00e7\u00e3o acontece porque as pessoas est\u00e3o fragilizadas e precisam de algu\u00e9m ao seu lado.<\/p>\n<p class=\"p3\">Quem est\u00e1 se afogando tem grandes chances de encontrar outro n\u00e1ufrago&#8230;<\/p>\n<p class=\"p3\">O amor seria como uma borboleta. Quanto mais corrermos atr\u00e1s dela, mais ela se afasta. Se ficarmos tranquilos elas podem se aproximar!<\/p>\n<p class=\"p3\">\u00c9 claro tamb\u00e9m que nem todo mundo precisa ter um relacionamento amoroso nos moldes tradicionais, ou mesmo de ter um relacionamento amoroso como condi\u00e7\u00e3o de ser feliz.<\/p>\n<p class=\"p3\">Existem m\u00faltiplas e variadas formas de construirmos o nosso caminho. Viver s\u00f3 pode ser uma boa op\u00e7\u00e3o para quem se entrega com plenitude em outras \u00e1reas da vida (trabalho, lazer, espiritualidade, projetos sociais) e tem relacionamentos variados e saud\u00e1veis com a fam\u00edlia, amigos, etc.<\/p>\n<p class=\"p3\">E qual \u00e9 a sua (a nossa) situa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p class=\"p3\">Correndo atr\u00e1s de borboletas?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p3\"><b>Relacionamentos amorosos, em r\u00e1pidas pinceladas!<\/b><\/p>\n<p class=\"p3\">Chegou a hora de falar sobre aquela situa\u00e7\u00e3o desagrad\u00e1vel que normalmente fugimos dela: a dos conflitos!<\/p>\n<p class=\"p3\">Os conflitos s\u00e3o inevit\u00e1veis e pedag\u00f3gicos, mas nem todos os percebemos dessa forma.<\/p>\n<p class=\"p3\">Segundo o casal de terapeutas americanos Jordan e Margaret Paul, temos a oportunidade ou de nos defender ou de aprender com os conflitos.<\/p>\n<p class=\"p3\">A \u201cdefesa\u201d \u00e9 o caminho do medo e da prote\u00e7\u00e3o. A \u201caprendizagem\u201d \u00e9 o caminho da evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p3\">Existem tr\u00eas formas principais de defesa: a do controle, a do consentimento e a do n\u00e3o-consentimento (ou resist\u00eancia passiva).<\/p>\n<p class=\"p3\">Na primeira categoria, a de controle, tenta-se mudar o outro (tipo \u201ctem que ser do meu jeito\u201d).<\/p>\n<p class=\"p3\">Na segunda, a do consentimento, h\u00e1 desist\u00eancia de si mesmo em fun\u00e7\u00e3o do medo do conflito e desaprova\u00e7\u00e3o (\u201cme submeto e fa\u00e7o o que voc\u00ea quiser para que eu seja aceito\u201d).<\/p>\n<p class=\"p3\">Na terceira, do n\u00e3o-consentimento, existe uma resist\u00eancia impl\u00edcita que se traduz em retirada ou fechamento (\u201cna verdade n\u00e3o preciso de voc\u00ea\u201d).<\/p>\n<p class=\"p3\">No \u201cPathwork\u201d, segundo a linha apresentada por Eva Pierrakos, essas tr\u00eas formas s\u00e3o conhecidas como agressividade, submiss\u00e3o e retirada.<\/p>\n<p class=\"p3\">Todos n\u00f3s temos a tend\u00eancia autom\u00e1tica de adotar uma ou mais dessas posturas de defesa, embora uma delas seja a predominante.<\/p>\n<p class=\"p3\">No seu caso, como voc\u00ea se reconheceria, na forma usual de defesa nos conflitos? Isso valeria mesmo quando n\u00e3o se trata de um v\u00ednculo afetivo mais pr\u00f3ximo?<\/p>\n<p class=\"p3\">No fundo, se formos bem honestos, teremos que reconhecer que atr\u00e1s dessas estrat\u00e9gias existe um \u201cqu\u00ea\u201d de manipula\u00e7\u00e3o para nos sentirmos fortes, admirados, valorizados, amados.<\/p>\n<p class=\"p3\">Ou at\u00e9 uma forma meio torta de escondermos nossas fragilidades.<\/p>\n<p class=\"p3\">Triste, n\u00e3o? Mas bem real!<\/p>\n<p class=\"p3\">Segundo ainda o citado casal de terapeutas, a alternativa mais s\u00e1bia \u00e0 atitude de defesa \u00e9 a postura de aprendizagem, que traduz um comportamento amoroso.<\/p>\n<p class=\"p3\">O objetivo seria conhecer a fundo a motiva\u00e7\u00e3o e as circunst\u00e2ncias que cercam os comportamentos, tanto os pr\u00f3prios como os da outra pessoa. A f\u00f3rmula passa por profundar a intimidade, em outras palavras.<\/p>\n<p class=\"p3\">Por meio desse olhar se permitiria construir um novo espa\u00e7o de compreens\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p3\">O requisito essencial \u00e9 tornar-se vulner\u00e1vel e se abrir para o outro, o que infelizmente raramente estamos dispostos. A impress\u00e3o que d\u00e1 \u00e9 que estar\u00edamos perdendo as nossas refer\u00eancias. O ego reclama!<\/p>\n<p class=\"p3\">Aprendemos durante a vida inteira que temos que nos defender para n\u00e3o sofrer, que devemos esconder as nossas fraquezas, etc. \u00c9 a regra do mundo competitivo, mesmo nas rela\u00e7\u00f5es afetivas, infelizmente.<\/p>\n<p class=\"p3\">Ao contr\u00e1rio, o relacionamento fundado em posturas amorosas de abertura e vulnerabilidade passa a ser instrumento de aprendizagem e transforma\u00e7\u00e3o, inclusive no plano individual, do autoconhecimento.<\/p>\n<p class=\"p3\">Assim, os conflitos e mesmo as crises de relacionamento n\u00e3o sugerem uma situa\u00e7\u00e3o de afastamento ou rompimento, mas um desequil\u00edbrio que demanda tratamento.<\/p>\n<p class=\"p3\">Um sinal de que algo precisa ser cuidado, sobretudo quando aparecem as nossas ditas \u201csombras\u201d ap\u00f3s a fase de encantamento natural dos primeiros tempos da rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p3\">Dif\u00edcil? Talvez seja, mas \u00e9 uma trilha segura para se aumentar a intimidade e a verdade da rela\u00e7\u00e3o, terrenos onde a cumplicidade e o amor podem florescer com mais vigor.<\/p>\n<p class=\"p3\">Por\u00e9m, n\u00e3o quer dizer que essa postura de abertura deva se eternizar caso o relacionamento n\u00e3o mostre evolu\u00e7\u00e3o ou a outra pessoa n\u00e3o venha em algum momento a se sintonizar com essa mesma din\u00e2mica, comprometendo a continuidade da rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p3\">A partir de determinado ponto temos que fazer escolhas, \u00e0s vezes dif\u00edceis, mas independentemente do resultado teremos a certeza de que fizemos o nosso melhor em busca da verdade.<\/p>\n<p class=\"p3\">No m\u00ednimo, sairemos da rela\u00e7\u00e3o sem culpas ou arrependimentos e com maior experi\u00eancia de vida.<\/p>\n<p class=\"p3\">Ser\u00e1 que funcionaria para voc\u00ea?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p3\"><b>Relacionamentos amorosos em r\u00e1pidas pinceladas<\/b><\/p>\n<p class=\"p3\">Continuando a compartilhar \u201cpinceladas\u201d sobre esse tema delicioso mas um tanto espinhoso chegou a hora de falar sobre quest\u00f5es sutis e at\u00e9 mesmo inconscientes.<\/p>\n<p class=\"p3\">O convite \u00e9 para refletirmos sobre o padr\u00e3o familiar que repercute em nossos relacionamentos e os limites que devemos definir para negociar com os parceiros.<\/p>\n<p class=\"p3\">\u00c9 importante ficarmos atentos para perceber se estamos ou n\u00e3o repetindo padr\u00f5es familiares em nossas rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p3\">Recebemos uma determinada heran\u00e7a familiar e a projetamos em nossa vida, seja buscando seguir o modelo de nossa fam\u00edlia de origem seja procurando reagir \u00e0 sua influ\u00eancia, pela postura contr\u00e1ria. Como se existisse uma esp\u00e9cie de pacto interno inconsciente definindo a inten\u00e7\u00e3o de no futuro sermos iguais ou diferentes de nossos pais.<\/p>\n<p class=\"p3\">Por exemplo, se a minha m\u00e3e foi submissa eu \u201c&#8230;agora terei um comportamento autorit\u00e1rio e n\u00e3o abaixarei a cabe\u00e7a nos meus relacionamentos\u201d. Ou o contr\u00e1rio, \u201c&#8230;tenho que ser submissa como a minha m\u00e3e para manter o status do meu casamento e os meus filhos felizes\u201d.<\/p>\n<p class=\"p3\">Ou, pior, assumindo um papel de \u201cresgate\u201d ou de \u201cculpa\u201d de algum membro da fam\u00edlia, numa vis\u00e3o sist\u00eamica. Bert Hellinger, na abordagem chamada constela\u00e7\u00e3o familiar, nos ensinou possibilidades de sairmos desses padr\u00f5es distorcidos.<\/p>\n<p class=\"p3\">Ao percebermos a influ\u00eancia familiar \u00e9 importante buscarmos reformular nossas atitudes e preconceitos que se mostrem fora de foco, num processo de flexibilidade e \u201cdesligamento\u201d da hist\u00f3ria de nossos pais, ainda que os honremos. Isso passa pelo lado racional mas principalmente pelas emo\u00e7\u00f5es e eventuais dores. A coragem \u00e9 um dos requisitos.<\/p>\n<p class=\"p3\">Por outro lado, existe um aparente paradoxo nos relacionamentos, qual seja, o prop\u00f3sito de fortalecer o v\u00ednculo interpessoal e ao mesmo tempo possibilitar espa\u00e7o para as individualidades.<\/p>\n<p class=\"p3\">De um lado, compromisso, do outro, liberdade!<\/p>\n<p class=\"p3\">Uma disputa que oscila entre os movimentos sutis e os de campo de guerra declarado.<\/p>\n<p class=\"p3\">O desafio se torna construir um universo em comum sem anular as individualidades, mantendo a sa\u00fade emocional dos parceiros.<\/p>\n<p class=\"p3\">Haja desafio! Falar \u00e9 f\u00e1cil, fazer fluir nem tanto&#8230;<\/p>\n<p class=\"p3\">Caberia fazer as seguintes perguntas: \u201cestamos dispostos a respeitar a individualidade do outro, abrindo m\u00e3o de nosso jeito de fazer as coisas e da nossa possessividade?\u201d; \u201cestamos por outro lado conscientes de que somos merecedores de manter a nossa individualidade, um espa\u00e7o de privacidade que n\u00e3o permitiremos que o outro invada?\u201d.<\/p>\n<p class=\"p3\">Muitos animais nos ensinam isso. Fazem xixi para demarcar territ\u00f3rio!<\/p>\n<p class=\"p3\">Respeitar o outro, mas tamb\u00e9m exigir respeito ao nosso espa\u00e7o. Com as mesmas regras e princ\u00edpios, igualitariamente.<\/p>\n<p class=\"p3\">Com flexibilidade, claro. Se n\u00e3o gostamos da sogra (que me perdoem, \u00e9 apenas um clich\u00ea), n\u00e3o precisamos concordar em passar todos os finais de semana, feriados e natal na casa dela, mas \u00e9 razo\u00e1vel que no seu anivers\u00e1rio e em algumas datas importantes para a fam\u00edlia estejamos presentes, agradando a nossa parceira. Isso vale para os genros tamb\u00e9m, claro. Mas, por favor, sem fazer \u201ccara de paisagem\u201d ou postura de distanciamento e arrog\u00e2ncia, que sempre incomodam. De vez em quando conviver com algu\u00e9m pela qual n\u00e3o morremos de amor n\u00e3o tira peda\u00e7o de ningu\u00e9m.<\/p>\n<p class=\"p3\">Igualmente n\u00e3o faz sentido mudar nossas amizades dos tempos de solteirice porque rever os amigos ou amigas gera ci\u00fames em casa. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o d\u00e1 para tomar cerveja ap\u00f3s o futebol at\u00e9 \u00e0s duas horas da manh\u00e3, deixando a companheira com os filhos pequenos se descabelando em casa.<\/p>\n<p class=\"p3\">\u201c\u00c9 preciso saber viver\u201d, diz a can\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n<p class=\"p3\">A vida tem suas imperfei\u00e7\u00f5es e um sinal de maturidade \u00e9 aceit\u00e1-las, com limites.<\/p>\n<p class=\"p3\">Em n\u00f3s e nos outros!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p3\"><b>Relacionamentos amorosos em r\u00e1pidas pinceladas!<\/b><\/p>\n<p class=\"p3\">Continuando a compartilhar \u201cpinceladas\u201d sobre esse tema delicioso e desafiador chegou a hora de um olhar realista sobre o nosso parceiro ou parceira. Como primeiros passos, vimos focando em nossas limita\u00e7\u00f5es e possibilidades de amadurecimento pessoal. Perfeito! Mas sozinhos n\u00e3o vamos muito longe. Uma boa rela\u00e7\u00e3o depende do outro tamb\u00e9m! Primeiro, sabemos de fato o tipo de pessoa que queremos e as condi\u00e7\u00f5es da rela\u00e7\u00e3o que almejamos? N\u00e3o d\u00e1 para aceitar qualquer forma de relacionamento nem qualquer pessoa que se apresente! A nossa valoriza\u00e7\u00e3o pessoal come\u00e7a nesses aspectos, n\u00e3o porque sejamos melhores nem especiais, tampouco pessoas exigentes, mas porque devemos buscar rela\u00e7\u00f5es que tenham um m\u00ednimo de sintonia conosco, com as nossas expectativas, com a nossa energia e com o nosso grau de evolu\u00e7\u00e3o. Existem muitos fatores que determinam a constitui\u00e7\u00e3o de um relacionamento e que funcionam como pilares de uma constru\u00e7\u00e3o. Alguns s\u00e3o b\u00e1sicos, outros apenas auxiliares. Se os pilares b\u00e1sicos ficam comprometidos a rela\u00e7\u00e3o como um todo n\u00e3o se sustenta por muito tempo, ainda que os pontos auxiliares estejam s\u00f3lidos. Os pilares podem ser o v\u00ednculo amoroso, dirigido para a figura do parceiro (admira\u00e7\u00e3o, afinidades, atra\u00e7\u00e3o sexual, valores), ou relacionados com algum tipo de depend\u00eancia emocional (a necessidade \u00e0s vezes at\u00e9 neur\u00f3tica de se ter um parceiro forte e agressivo, por exemplo) ou os pilares relacionados a certas conveni\u00eancias (necessidade financeira, status, etc.).<\/p>\n<p class=\"p3\">Os tr\u00eas tipos de v\u00ednculos podem coexistir numa mesma rela\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 o v\u00ednculo amoroso que expressa a dimens\u00e3o mais saud\u00e1vel, por assim dizer, embora todos possam ter a sua legitimidade. Os v\u00ednculos b\u00e1sicos constitu\u00eddos a partir de depend\u00eancia emocional ou de conveni\u00eancia s\u00e3o muito comuns e at\u00e9 duradouros, ainda mais numa sociedade em que existem tantas pessoas neur\u00f3ticas e ego\u00edstas, mas tendem a ser mais cr\u00edticos e vulner\u00e1veis quando desaparece o fator central que gerou a atra\u00e7\u00e3o. Por exemplo, quando a pessoa antes dependente emocionalmente se torna mais madura e consciente ou quando a necessidade material \u00e9 suprida por outra fonte (independ\u00eancia financeira, a mais comum) a rela\u00e7\u00e3o tende a balan\u00e7ar fortemente. Mesmo nesses casos, por\u00e9m, n\u00e3o se pode afastar a possibilidade de realinhamento em bases mais saud\u00e1veis caso algum fator antes inexpressivo se torne substituto. O v\u00ednculo com base no pilar amoroso, por outro lado, sempre exige muito respeito \u00e0s individualidades quando aparecem os conflitos. A necessidade \u00e9 de amadurecimento de ambos na rela\u00e7\u00e3o. Um grande desafio, mas de enorme crescimento pessoal, ali\u00e1s o que confere aos relacionamentos um significado espiritual. Devemos estar atentos a essas circunst\u00e2ncias para n\u00e3o entrarmos sem consci\u00eancia em relacionamentos que n\u00e3o tenham sustenta\u00e7\u00e3o mais profunda na realidade que queremos construir. Ou se o fizermos, assumirmos os riscos e os desafios da empreitada. De alguma forma poderemos aprender! \u00c0s vezes as raz\u00f5es s\u00e3o sutis e inconscientes e n\u00f3s mesmos n\u00e3o percebemos os \u201cporqu\u00eas\u201d de nos aventurarmos em rela\u00e7\u00f5es que s\u00e3o uma aut\u00eantica \u201croubada\u201d e que podem se prolongar pela vida toda. Quem nunca presenciou casais at\u00e9 jovens que sequer se olham num restaurante e ficam calados ou com a cara \u201cazeda\u201d durante toda a refei\u00e7\u00e3o? N\u00f3s \u00e9 que sabotamos e roubamos as nossas possibilidades de felicidade, tendo consci\u00eancia disso ou n\u00e3o. Um preceito b\u00e1sico deveria ser entoado como um mantra \u00e9: \u201cmere\u00e7o ser feliz no amor (e na vida), n\u00e3o me resignarei \u00e0 dor de uma rela\u00e7\u00e3o ruim, n\u00e3o me acostumarei a tolerar o que n\u00e3o deve ser tolerado\u201d. Em outras palavras, usar a sabedoria do <b>n\u00e3o <\/b>(\u201cn\u00e3o quero uma pessoa excessivamente ciumenta, n\u00e3o quero algu\u00e9m que me tire a liberdade, n\u00e3o quero infidelidades, n\u00e3o quero que me desrespeitem, n\u00e3o quero viver em abstin\u00eancia sexual\u201d) para construir a sabedoria do <b>sim<\/b>, e materializar o que queremos num relacionamento. Sem idealismos e sonhos imposs\u00edveis. Existem aspectos que s\u00e3o inegoci\u00e1veis, que n\u00e3o devemos transigir sob pena de trairmos a nossa ess\u00eancia, demonstrando falta de amor pr\u00f3prio. Claro, n\u00e3o devemos dizer os n\u00e3os de maneira a\u00e7odada e imatura sem antes<\/p>\n<p class=\"p3\">explorarmos &#8212; o mais amplamente que pudermos &#8212; as possibilidades de entendimento e compreens\u00e3o. Viver bem e com bons relacionamentos s\u00e3o faces de uma mesma moeda. Vamos gritar \u201cfora os abacaxis\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p3\"><b>Relacionamentos amorosos em r\u00e1pidas pinceladas!<\/b><\/p>\n<p class=\"p3\">Chegou a hora de falar sobre as nossas dores de rejei\u00e7\u00e3o e abandono! De quando recebemos um N\u00c3O! Ningu\u00e9m est\u00e1 livre disso. \u00c9 doloroso, mas n\u00e3o mata.<\/p>\n<p class=\"p3\">Fora situa\u00e7\u00f5es neur\u00f3ticas extremas, morreram por amor apenas Romeu e Julieta e mesmo assim porque se equivocaram no momento de tomar o veneno.<\/p>\n<p class=\"p3\">Receber um n\u00e3o tem at\u00e9 um efeito pedag\u00f3gico para nos lembrar que todos estamos sujeitos a frustra\u00e7\u00f5es e contrariedades na vida. Viver tamb\u00e9m \u00e9 correr riscos. As pessoas tendem a atrair o parceiro adequado ou \u201ccerto\u201d para o seu est\u00e1gio de evolu\u00e7\u00e3o, algu\u00e9m que tem na ess\u00eancia bagagem emocional e espiritual semelhantes para embarcar na mesma jornada. Ou tem algo especial que se precisa aprender numa fase da exist\u00eancia, mesmo que esse algo seja indigesto ou tenha sabor amargo. Mas nem sempre os relacionamentos funcionam bem ou acabam de forma harmoniosa, muito pelo contr\u00e1rio. Sempre existe a hip\u00f3tese de a outra pessoa &#8220;escolhida&#8221; estar ou n\u00e3o aberta a relacionamentos profundos como desejamos ou mesmo decidir n\u00e3o se relacionar conosco al\u00e9m de um determinado momento. Uma liberdade que devemos sempre respeitar e estarmos prontos para n\u00e3o exigir reciprocidade. E admitir eventual separa\u00e7\u00e3o. A \u201cchave\u201d &#8212; que normalmente \u00e9 pouco usada &#8212; \u00e9 n\u00e3o tomar esse fato como uma atitude de rejei\u00e7\u00e3o ou abandono que abale a nossa autoestima. Existem motivos variados para que n\u00e3o nos queiram &#8212; a exemplo do que acontece conosco em sentido inverso &#8211;, exercendo o livre arb\u00edtrio.<\/p>\n<p class=\"p3\">Pode ser perfeitamente verdadeiro que a recusa do outro seja decorrente de sua imaturidade emocional, de seus problemas e conflitos interiores, de que os projetos de vida s\u00e3o inconcili\u00e1veis ou mesmo da percep\u00e7\u00e3o de que a rela\u00e7\u00e3o ficou estagnada e se esgotou.<\/p>\n<p class=\"p3\">Claro que tais avalia\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m podemos e devemos fazer.<\/p>\n<p class=\"p3\">Al\u00e9m do que \u00e9 \u00f3bvio: n\u00e3o \u00e9 uma decis\u00e3o simplesmente racional amar ou deixar de amar algu\u00e9m. Simplesmente acontece!<\/p>\n<p class=\"p3\">Claro que existe uma decis\u00e3o da mente em algum momento cr\u00edtico que justifique abandonar a rela\u00e7\u00e3o, mesmo nos relacionamentos que t\u00eam base amorosa, mas isso acontece normalmente como fator de \u201cdesempate\u201d, por assim dizer, quando a emo\u00e7\u00e3o por si s\u00f3 n\u00e3o sustenta as raz\u00f5es contr\u00e1rias.<\/p>\n<p class=\"p3\">Assim, mesmo que a separa\u00e7\u00e3o venha a doer &#8212; e \u00e9 quase inevit\u00e1vel que isso aconte\u00e7a, exceto quando j\u00e1 tenha ocorrido suficiente sofrimento ao longo do processo &#8212; ser\u00e1 um convite para aceitarmos a realidade e n\u00e3o nos desesperarmos. No fundo, sabemos que um amor maduro e desprendido deixa o outro em liberdade, emana compreens\u00e3o e n\u00e3o tem possessividade. &#8220;Amar demais&#8221;, for\u00e7ando a continuidade da rela\u00e7\u00e3o quando isso n\u00e3o \u00e9 desejado pelo outro, \u00e9 t\u00e3o insens\u00edvel e egoc\u00eantrico quanto amar de menos e viver no controle. Afinal, amar e ser amado s\u00f3 \u00e9 sublime e completo quando acontece espontaneamente, no fluxo da exist\u00eancia!<\/p>\n<p class=\"p3\">Texto elaborado por <b>Arnaldo de Castro Costa<\/b>, psicoterapeuta em Bras\u00edlia, como subs\u00eddio para viv\u00eancias em workshops nos quais atua como facilitador. Esse conte\u00fado tamb\u00e9m fez parte de um livro de cr\u00f4nicas de sua autoria, \u201c<i>Sherlock Holmes agora \u00e9 psicoterapeuta e outras hist\u00f3rias<\/i>\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relacionamentos amorosos em r\u00e1pidas pinceladas Compartilho a seguir em cinco r\u00e1pidas \u201cpinceladas\u201d algumas ideias sobre esse tema delicioso e ao mesmo tempo bem espinhoso, mas que s\u00e3o fundamentais para uma vida saud\u00e1vel. N\u00e3o s\u00e3o propriamente p\u00edlulas, no m\u00e1ximo um r\u00e1pido aperitivo para mais reflex\u00f5es. Primeiro de tudo, n\u00e3o tem receita de bolo para bons relacionamentos. [&#8230;]\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2536,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"class_list":["post-2535","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-posts"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mitosemagia.com.br\/integrativos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2535","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mitosemagia.com.br\/integrativos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mitosemagia.com.br\/integrativos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mitosemagia.com.br\/integrativos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mitosemagia.com.br\/integrativos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2535"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mitosemagia.com.br\/integrativos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2535\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mitosemagia.com.br\/integrativos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2536"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mitosemagia.com.br\/integrativos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2535"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mitosemagia.com.br\/integrativos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2535"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mitosemagia.com.br\/integrativos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2535"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}